A Serra do Mar é a maior área de Mata Atlântica contínua remanescente do nosso país, juntamente com outras unidades de conservação que cercam as cidades do litoral de São Paulo e Vale do Ribeira simbolizam um marco das conquistas ecológicas contemporâneas do nosso país. Também representam 3% da área total do estado de São Paulo, a unidade federativa que mais investiu na criação e na ampliação destas áreas de proteção (Brito, 2000). No entanto, para garantir a sobrevivência do maior número de animais e plantas em equilíbrio na natureza na Mata Atlântica, que é o segundo mais ameaçado de 34 Hotspots (alto grau de diversidade e endemismo) do mundo, há de se garantir a interdependência da complexidade dos processos que ocorrem neste ambiente natural entre os seres vivos que ali vivem.

A onça-pintada e a onça-parda são predadores de topo que tem como função manter o equilíbrio dos ambientes onde ainda persistem. Assim se existem em determinadas áreas, garantem a manutenção da diversidade biológica através do controle populacional dos níveis tróficos anteriores da pirâmide ecológica.

Apesar de serem predadores de aparência robusta, pouco se sabe de seus hábitos na Mata Atlântica e menos ainda na parte costeira deste ambiente. Tão pouco se conhece, dentre os fatores que contribuem para a extinção, quais são os que mais incidem na diminuição da população ou mesmo de sua distribuição espacial  deste felinos nos dias de hoje, o que já é um absurdo.


Pegada de Onça Parda

 

 A biodiversidade e a raridade científica

Nosso país tem enorme diversidade biológica e nos faz líder do Grupo dos países Megadiversos, aqueles que retêm entre 65 e 75% da biodiversidade do planeta. A cada ano novas espécies de vespas, aranhas, peixes, macacos, cobras e plantas, para falar apenas de algumas, são descobertas na Amazônia e em vário locais de acesso nem tão difícil, perto de centros urbanos.

Estimativas recentes da perda de biodiversidade planetária ajudam a pintar o sombrio quadro da extinção: cerca de 12% das aves, 23% dos mamíferos e 32% dos anfíbios já sumiram do mapa. Organizações como a WWF e a Sociedade Zoológica de Londres, advertiram em um relatório as vésperas da COP-9 (Conferencia das Partes, ocorrida em Bonn, Alemanha em 2008) que quase um terço das espécies de fauna no planeta teria desaparecido entre 1970 e 2005. Os pesquisadores calcularam que a taxa de extinção das espécies nos últimos anos seja até mil vezes maior que a média histórica no planeta. Parece até exagero dos conservacionistas mais ortodoxos, mas o que ocorre é que a maior parte do efeito dessa perda é invisível, pois se refere a espécies que não foram – nem serão – descobertas. Isso quer dizer que os benefícios que essas espécies podem trazer também não serão nunca devidamente apreciados. Quando se fala que a cura de doenças como o câncer poderia estar escondida no material genético destas plantas que sumiram, não é força de expressão.

Embora tenha sido catalogado cerca de 1,75 milhão de espécies em todo o planeta, estima-se que a quantidade seja muito maior – pelo menos 14 milhões. Outros especialistas assumem que o número pode chegar a 50 milhões. Essa diferença entre o real e o presumido ocorre porque não existem cientistas em número suficiente para estudar tantas formas de vida, nem no Brasil nem no mundo (Atualidades Vestibular, 2009).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRITO, M.C.W., 2000. Unidades de conservação: intenções e resultados. São Paulo. Annablume, FAPESP.

Atualidades vestibular, 2009.  A vida sob risco.  São Paulo. Editora Abril. 242pp.

 


Preguiça


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